8:40 de uma quinta-feira.
Cedo? Isso é o que eu acordo todo dia...
8:40 é mais que tarde.
Veste a roupa, sacode a cama e bota a água no fogo.
Cadê o cigarro? Preciso cagar!
Passa o café, dá um trago, rola um pouquinho e se esvazia.
E mais um dia... ou seria "é" mais um dia...
Oxente, não é não! Não mesmo!
É o nosso dia! O dia de ver o tempo passando!
Olha as plantas! São suas crias!
E a roupa? Já lavou?
Pensa... tem umas mensagens ali...
Falei que não ia chorar... Falei... Falei de novo...
Me desfiz na primeira, me rasguei na segunda...
E fica um negócio engüiando na garganta...
Finalmente, um 9! Na beirada da mudança...
Tu acha ruim? Eu também...
Queria que não tivesse estalos, traumas, preocupações...
Mas já cheguei até aqui, o que mais falta?!
O que será que tem na frente desse para-brisa?
Quanto tempo mais vou ter que me derramar?
Faz bem, claro... Mas desse tanto?!
Melhor eu ir. Ou melhor, não ir!
Qual caminho catar com catarses e arquétipos que, como cumbucas, colhem cada caco que crio com o caminhar? Quero começar um querer com outra calha, com querubins e quero-queros que atacam o calabouço da cozinha. Com impacto e capacidade, compete contra o capataz que cria o causo, compreendendo que cada começo cumpre a capacidade de contemplar o querer, com consciência de que a cabeça começa com o carinho, o aconchego e a compreensão, e de que contemplar com criatividade e comedimento, cria um campo com acres de cabrestos, capando qualquer criatura que queira cultivar um alqueire de quebradeira.
Quer comprar? Quer criar? Quer crescer?
Qualquer conto já calcula o troco!
Calma! Que, com qualquer caco, se quebra!
Kombeiro reKombinado 2019
Há 5 anos