O sangue jorra na estrada.
E no açougue, se fatia mais um bife.
Os carros transitam pelo engarrafamento...
Masturbando suas embreagens.
Enquanto a grama cresce lentamente,
No canteiro central de concreto.
Gorjeia o pássaro, balança as folhas.
Os vento roça todos os cabelos.
Num conjunto de 5 palmeiras, em círculo.
Uma estrela se forma com perfeição.
Alongado, inclinado, fascinado...
E outra metade!
São somente uvas estragadas.
E um balanço abaixo de um guarda-chuva!
Tudo parece de cabeça pra baixo.
Sem música, sem sons, sem neuras (até então)...
Um cortejo empata a foda!
Chega disso! Quero embolado como o trigo!
Amolecido, embriagado e sonolento.
Uma tarde inteira, embolando, embolando, bolando, ando...
O sal escorre na face, com o gosto egoísta do pesar.
E de carreira em carreira se faz uma madrugada!
A luz que invade, alimenta e disperta...
Pulsa suavemente no centro, como se desse ânimo.
Alongado, inclinado, retrucado...
Um vento que não permite o vôo prateado do dragão.
Enrrolando, rolando, caindo e ficando.
Embaixo do chão, com o coração na mão.
De repente, o teto já não é o mesmo!
E aquele que abriga agora precisa de espaço.
Vá pra onde quiser, não seja um estorvo.
Apenas me deixe com minhas ordens.
Kombeiro reKombinado 2019
Há 5 anos