quarta-feira, 23 de março de 2011

Quando uma sobrancelha se levanta
significa que a fé perdeu o andamento...
Agora se o galo cacarejar meio rouco às 3h da madrugada,
Aí sim, pode tirar o cavalo da chuva, os pés do riacho, os olhos da donzela.
Agora tem que viver? Então! Pois viva!
Eu já vivi isso... e achei muito bom!

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Quando vi, tudo havia se distorcido. Do chão ao teto, dentro e fora, nada mais era a mesma coisa. No meio de toda aquela confusão, ainda arrumava tempo pra refletir sobre aquilo: a parede que trepidava, a grama que vibrava, os sons coloridos, coloridos mesmo, de todas as cores, o tom avermelhado que tinha naquele céu... Que lugar era aquele, estranho e nostálgico ao mesmo tempo? Enquanto isso, o corpo inerte realizava suas funções vitais descontroladamente, quase sem respirar, talvez conseqüência de toda aquela distorção que atacava os sentidos. Num lapso veloz de razão, percebi que tinha duas escolhas: gritar de agonia, o que acordaria todos os vizinhos num raio de 2km, ou me entregar aquilo, e perder a noção de tudo com prazer. Por diversos fatores, aquela segunda opção parecia mais viável. Porém, suas conseqüências não foram calculadas. Quanta inocência, quanta infantilidade! Poderia ter evitado alguns transtornos, que por mais que divertidos, poderiam ser mais reais. Agora, que tudo se transforma como aquela parede, vejo diversão em tudo. Como daquela vez, me assusto, estranho, reajo... Mesmo assim, sempre tem algo pra oferecer.




domingo, 23 de janeiro de 2011

Já vi vários amores e não sei qual é o certo...
Será que "dá certo"?
O sofrimento e as alegrias... e muito amor no meio.
Nem sei quantas vezes amei,
De quantas formas diferentes...
Eu sei que amei, e não me arrependo de nenhuma.
Por mais que tenha sofrido
E que sentisse o peito de dilacerar em pedaços mínimos...
Já aprendi a juntar os cacos e colá-los.
Só pra começar tudo de novo.
Sem arrependimentos.

sábado, 27 de novembro de 2010

Enq Uantoo gr Ilo Garg
Areja Meueuv ia Ja ent
Remun dos!

Pedreira da Silva

Um carregamento inteiro de pedras.
Entulhadas, amontoadas, não existe distinção entre as geometrias.
Cada uma possui formas únicas, com os segredos mais profundos inscritos em suas arestas.
Mesmo assim, continuam em um monte, aglomeradas em meio a pedreira.
Cada uma dessas possui seu objetivo e destino traçados, com funções de sustentação designadas.

Um jovem sobe o monte.
Como se o Everest fosse feito de brita!
Lá do alto, grita como um louco.
Sem imaginar como será a descida.
Em um lapso, uma, das minúsculas tantas, chama sua atenção.
A perfeição natural contida em suas formas microscópicas.

Os pensamentos vagueiam nessa hora.
Uma discussão dá início: o jovem e a simplicidade, a pedra complexa.
O Todo é abordado em questão de segundos, em apenas uma troca de olhares.
(se é que pedra tem olho!)
O jovem, transtornado de tanta informação, pára estupefato, o olhar preso a pedra,
e esta lhe desfere o último golpe. Arremessada ao longe, agora estava fora do monte.

Livre pra morrer do jeito que quiser!

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Posteriormente ao conhecimento absorvido
Desfere a caminhada pela ladeira.
O estômago vazio e sem sentido.
O corpo apenas descendo em busca de pão e cafeína...
Sempre! Muita cafeína!
Isso tudo por apenas R$ 2,30!
Mesmo assim, aquele mesmo corpo segue enquanto digere essa mistura mineira sem nexo algum.
Procura por uma sombra... daquelas móveis, e se senta, confortável.
Um resto de café, uma música leve, um cigarro, um caderno aberto.
E então, em meio a este conforto, uma linha pousa o braço.
Leve e grudenta. Pegajosa.
O corpo troca o foco: Agora haviam 8 olhos o observando.
Atentamente, observam cada movimento mínimo, sem se preocupar.
Cada salto dado por aquele pequeno corpo parece longe demais para proporções humanas.
E na hora do perigo, aquele corpinho simplesmente se lança com um fio de seda saindo do rabo.
A descida suave em algo quase invisível.
O pouso tranquilo de quem tudo observa do seu mundinho.
Aquela sombra não serve mais.
Já se moveu a muito tempo.
Novos ares! Aos novos ares, um novo trago!
Deixando a fumaça áspera escorrer pelo peito magro.
Cheio e magro! Perturbado e magro!
Desleixado. Uma procura sem fim e sem futuro.
Aguarda, mas não espera. Apenas seguindo o tempo e as voltas que ele faz.
Distraido pelas relacionamentos exteriores, as voltas do tempo agora envolviam o corpo.
Chamando por ele! E, mesmo assim, ele espera...
Por um coração que não é dele.
Pulsante e colorido de sorrisos.
Amante... Do seu peito... por um momento!

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Um presente estranho!

Isso não é presente que se dê.
Mas, por essa razão, irei dá-lo:
Idéia... Boa idéia... Tive uma boa idéia!
Escrever para minha mãe e, sim, do meu jeito!
E não pelas datas que ocorrem todo ano,a
(duas vidas tão próximas estão além disso)
Mas pelas alegrias que virão todos os dias.

Que virão! E eu estarei com você pra vê-las chegar!

"...um amor de filho infinito"

Feliz Parabéns, Mamãe! rs.

sábado, 2 de outubro de 2010

Um carregamento inteiro de pedras.
Entulhadas,amontoadas, não existe distinção entre as geometrias.
Cada uma possui forma única, com os segredos mais profundos inscritos em suas arestas de minuta!
Mesmo assim, continuam em um monte,aglomeradas em meio a pedreira.
Cada qual com seu destino e objetivos traçados, com funções de sustentação designadas.


Um jovem rapaz sobe o monte.
Como se o Everest fosse feito de brita.
Lá do alto, grita como louco... Sem imaginar como será a descida.
Em um lapso, uma das minúsculas tantas, chama sua atenção.
A perfeição natural contida em suas microscópicas formas.

Os pensamentos vagueiam nessa hora. Uma discussão dá início:
O jovem e a simplicidade. A pedra complexa.
Todas as questões universais são abordadas em segundos, em apenas uma troca de olhares. (se é que pedra tem olho.)


O jovem, transtornado de tanta informação contida em tão pequeno pedaço, pára estupefato, o olhar preso a pedra, e está lhe desfere o último golpe:

"Arremessada ao longe, agora estava fora do monte.
Livre pra morrer do jeito que quiser."