quinta-feira, 20 de junho de 2024

 8:40 de uma quinta-feira.
Cedo? Isso é o que eu acordo todo dia...
8:40 é mais que tarde.
Veste a roupa, sacode a cama e bota a água no fogo.
Cadê o cigarro? Preciso cagar!
Passa o café, dá um trago, rola um pouquinho e se esvazia.
E mais um dia... ou seria "é" mais um dia...
Oxente, não é não! Não mesmo!
É o nosso dia! O dia de ver o tempo passando!
Olha as plantas! São suas crias!
E a roupa? Já lavou?
Pensa... tem umas mensagens ali...
Falei que não ia chorar... Falei... Falei de novo...
Me desfiz na primeira, me rasguei na segunda...
E fica um negócio engüiando na garganta...
Finalmente, um 9! Na beirada da mudança...
Tu acha ruim? Eu também...
Queria que não tivesse estalos, traumas, preocupações...
Mas já cheguei até aqui, o que mais falta?!
O que será que tem na frente desse para-brisa?
Quanto tempo mais vou ter que me derramar?
Faz bem, claro... Mas desse tanto?! 
Melhor eu ir. Ou melhor, não ir!

Qual caminho catar com catarses e arquétipos que, como cumbucas, colhem cada caco que crio com o caminhar? Quero começar um querer com outra calha, com querubins e quero-queros que atacam o calabouço da cozinha. Com impacto e capacidade, compete contra o capataz que cria o causo, compreendendo que cada começo cumpre a capacidade de contemplar o querer, com consciência de que a cabeça começa com o carinho, o aconchego e a compreensão, e de que contemplar com criatividade e comedimento, cria um campo com acres de cabrestos, capando qualquer criatura que queira cultivar um alqueire de quebradeira. 
Quer comprar? Quer criar? Quer crescer? 
Qualquer conto já calcula o troco!
Calma! Que, com qualquer caco, se quebra!   

quinta-feira, 19 de maio de 2022


O chão do lar é outro.
O desejo de pisar naquela cerâmica fria é maior do que o ser.
Meus dedos doem. Dos pés, das mãos... Até o nariz arruma dedos pra doer.
Dentro do abrigo, meu refúgio, outras tretas surgem...
A louça, o pelo, o curativo, a comida, a ração, o rala... Um amontoado que desce a ladeira pra acordar de manhã com uma corrente de ar frio que vem do sul. Chegue, Yakecan!
Que caminho é esse, cheio de descaminhos, onde as trajetórias parecem se desfazer num sem rumo?!
Posso assim me desfazer num beco qualquer? Onde o sol me aqueça enquanto me liquefaço? Pode ser dentro de uma lataria qualquer, com uma pequena caixa de som e uma garrafa d'água? Se pá, um paiêro... Frio da porra! Meus dedos doem. Meu nariz arde. O frango tá no fogo, com pimenta-calabresa e açúcar mascavo. Depois posto o tutorial. Beijos de luz. Até amanhã!

quinta-feira, 5 de junho de 2014

Amor Gostoso (ou Um Romance de Café)

Vou te dar a receita de um café de primeira:
São dois copos d'água, cheios até o talo.
Quase transbordantes em sua abundância.
Deixe ferver, que o calor traz a vida.
Deite quatro colheres de açúcar,
Como quem adoça a cocada mais fina.
Acrescente duas colheres bem cheias de café
Porque café bom é café forte, com gosto.
Mexa tudo gostosinho, com muito prazer.
Enquanto ele coa, aprecie seu cheiro doce.
E só então, sirva a pessoa amada...
Pense num amor gostoso!


quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Era uma noite vazia... Como diversas outras, vazia... Sem sal nem graça.
Juntando pequenos cacos, o vaso começa a se construir diante dos olhos.
Como se remontasse, as peças se agarram umas às outras, numa tentativa de encontrar seus encaixes.
Mais um sanduíche toca na campainha da lanchonete, onde um alarme de carro já toca a mais de 3 horas.
Um céu limpo, limpo de estrelas, de luz, de força, pálido, um laranja pálido, meio cobre, cor de poste meio derrubado. Observo do canto escuro sobre a quadra... Uma luz!
Inspiro... Expiro... e uma névoa densa se apresenta no vazio...
Aondeideiassemsentidoedesconexasseimendamsempausasemconexãoapenasseapresentandoloucamentedesenfreadamentenumpontoqualquerquasecomoumelétrondeumátomosozinhonovácuosemummundoaoredor...
Pausa... O ator já está fora do personagem.
Três tapas na cara, um grito e uma sacudida brusca da cabeça, como um amigo me ensinou... Sempre funciona! Não tem erro!
Segurem seus assentos, senhorxs e senhorxs! O caminho é longo e tortuoso, MAS TAMO INVADINDO COM A PORRA TODA!

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Ritmo. Ritmo que consome. Pulsante, em meio a curvas desvairadas. Ardente, já não tem mais costas pra isso. Obrigado, sentia o desejo do dever. De voo alçado, o pouso de uma reta infinita. Embriaga, mas não foge do meio. Esboçado, o sorri já não envaidece. Surgindo, em frente a estação. Aberto, corrompido, corroído, desvencilhado, em paz. Toca a campainha. É hora de entrar!
Não! Não é tristeza ou mal-estar.
Instado indefinido desconfortável...
Dos músculos à mente, tudo confuso.
Da perdição ainda lembro o real.
Mesmo que vago e vazio,
Ainda latente na mente.

É difícil de recompor ou remontar...
Mesmo assim, os efeitos ficam visíveis... Até demais...
Esperado entre as diversas vezes,
Sempre chega de forma inesperada.
Por sorte, acompanhado.


Um jovem autor qualquer, a muito tempo atrás...

segunda-feira, 16 de maio de 2011

E se fosse o fim? Se desfeito, desferindo o último suspiro, saltado e rancoroso, pudesse se desfazer em pétalas que atravessariam os campos e tocariam as mais verdes planícies...
Se a agonia daquele tormento sem fim pudesse lhe ocorrer no último instante de ilusão e pudesse transferir cada micro-partícula daquela organização biológica, mental, psíquica, qualquer que fosse, em direção a um outro ponto, maior, com aprendizados infinitos.
Se pudesse se desprender de todas as preciosidades de seu ínfimo ser talvez, se aquilo que o rodeia não fosse tão querido, tão dependente, se pudesse ser livre por apenas um último instante, livre de todos os vínculos, laços, emoções, conexões... Se, por um último instante...














Enquanto o fim se aproxima, o sal de suas lágrimas se esfarela sobre o vidro. Um cartão desliza a superfície, como quem molda uma pilha de areia. E - numa tentativa de reabsorver toda sua tristeza e recolocá-la nas reservas de seu ser, para reutilizá-la mais tarde - aspira com ânsia aquele desfeito miraculoso. Refazendo-se, Eter(na)mente!

terça-feira, 19 de abril de 2011

De corpo arrastado até mim, ela volta.

Receosa, já não ri da mesma forma.

Tensa, agora relaxa à luz de velas.

O sono a invadia enquanto o calor daquelas mãos lhe tirava o frio.

Enquanto dormiam, um sonho estranho se descorre:

com torções, apertos, salivas, seios, outro aperto, pausa... e tudo de novo.

Diversas lembranças em curto espaço de sonho.

O sol agora brilha. Roupas espalhadas, bagunça, calor, conhecida, disputa para o banho.

- Tão cedo?!, deixou apenas os fósforos, sem marca, sem sorriso, (des)sincero.

As lembranças se foram, as mais simples, esquecidas, o feito, o jeito, tudo solto em nome do novo.

E a certa é ela! O novo é lindo! Estou com ela mais do que nunca!

Porque v(ô)ou em busca do mesmo!

quarta-feira, 23 de março de 2011

Quando uma sobrancelha se levanta
significa que a fé perdeu o andamento...
Agora se o galo cacarejar meio rouco às 3h da madrugada,
Aí sim, pode tirar o cavalo da chuva, os pés do riacho, os olhos da donzela.
Agora tem que viver? Então! Pois viva!
Eu já vivi isso... e achei muito bom!

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Quando vi, tudo havia se distorcido. Do chão ao teto, dentro e fora, nada mais era a mesma coisa. No meio de toda aquela confusão, ainda arrumava tempo pra refletir sobre aquilo: a parede que trepidava, a grama que vibrava, os sons coloridos, coloridos mesmo, de todas as cores, o tom avermelhado que tinha naquele céu... Que lugar era aquele, estranho e nostálgico ao mesmo tempo? Enquanto isso, o corpo inerte realizava suas funções vitais descontroladamente, quase sem respirar, talvez conseqüência de toda aquela distorção que atacava os sentidos. Num lapso veloz de razão, percebi que tinha duas escolhas: gritar de agonia, o que acordaria todos os vizinhos num raio de 2km, ou me entregar aquilo, e perder a noção de tudo com prazer. Por diversos fatores, aquela segunda opção parecia mais viável. Porém, suas conseqüências não foram calculadas. Quanta inocência, quanta infantilidade! Poderia ter evitado alguns transtornos, que por mais que divertidos, poderiam ser mais reais. Agora, que tudo se transforma como aquela parede, vejo diversão em tudo. Como daquela vez, me assusto, estranho, reajo... Mesmo assim, sempre tem algo pra oferecer.




domingo, 23 de janeiro de 2011

Já vi vários amores e não sei qual é o certo...
Será que "dá certo"?
O sofrimento e as alegrias... e muito amor no meio.
Nem sei quantas vezes amei,
De quantas formas diferentes...
Eu sei que amei, e não me arrependo de nenhuma.
Por mais que tenha sofrido
E que sentisse o peito de dilacerar em pedaços mínimos...
Já aprendi a juntar os cacos e colá-los.
Só pra começar tudo de novo.
Sem arrependimentos.

sábado, 27 de novembro de 2010

Enq Uantoo gr Ilo Garg
Areja Meueuv ia Ja ent
Remun dos!

Pedreira da Silva

Um carregamento inteiro de pedras.
Entulhadas, amontoadas, não existe distinção entre as geometrias.
Cada uma possui formas únicas, com os segredos mais profundos inscritos em suas arestas.
Mesmo assim, continuam em um monte, aglomeradas em meio a pedreira.
Cada uma dessas possui seu objetivo e destino traçados, com funções de sustentação designadas.

Um jovem sobe o monte.
Como se o Everest fosse feito de brita!
Lá do alto, grita como um louco.
Sem imaginar como será a descida.
Em um lapso, uma, das minúsculas tantas, chama sua atenção.
A perfeição natural contida em suas formas microscópicas.

Os pensamentos vagueiam nessa hora.
Uma discussão dá início: o jovem e a simplicidade, a pedra complexa.
O Todo é abordado em questão de segundos, em apenas uma troca de olhares.
(se é que pedra tem olho!)
O jovem, transtornado de tanta informação, pára estupefato, o olhar preso a pedra,
e esta lhe desfere o último golpe. Arremessada ao longe, agora estava fora do monte.

Livre pra morrer do jeito que quiser!

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Posteriormente ao conhecimento absorvido
Desfere a caminhada pela ladeira.
O estômago vazio e sem sentido.
O corpo apenas descendo em busca de pão e cafeína...
Sempre! Muita cafeína!
Isso tudo por apenas R$ 2,30!
Mesmo assim, aquele mesmo corpo segue enquanto digere essa mistura mineira sem nexo algum.
Procura por uma sombra... daquelas móveis, e se senta, confortável.
Um resto de café, uma música leve, um cigarro, um caderno aberto.
E então, em meio a este conforto, uma linha pousa o braço.
Leve e grudenta. Pegajosa.
O corpo troca o foco: Agora haviam 8 olhos o observando.
Atentamente, observam cada movimento mínimo, sem se preocupar.
Cada salto dado por aquele pequeno corpo parece longe demais para proporções humanas.
E na hora do perigo, aquele corpinho simplesmente se lança com um fio de seda saindo do rabo.
A descida suave em algo quase invisível.
O pouso tranquilo de quem tudo observa do seu mundinho.
Aquela sombra não serve mais.
Já se moveu a muito tempo.
Novos ares! Aos novos ares, um novo trago!
Deixando a fumaça áspera escorrer pelo peito magro.
Cheio e magro! Perturbado e magro!
Desleixado. Uma procura sem fim e sem futuro.
Aguarda, mas não espera. Apenas seguindo o tempo e as voltas que ele faz.
Distraido pelas relacionamentos exteriores, as voltas do tempo agora envolviam o corpo.
Chamando por ele! E, mesmo assim, ele espera...
Por um coração que não é dele.
Pulsante e colorido de sorrisos.
Amante... Do seu peito... por um momento!

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Um presente estranho!

Isso não é presente que se dê.
Mas, por essa razão, irei dá-lo:
Idéia... Boa idéia... Tive uma boa idéia!
Escrever para minha mãe e, sim, do meu jeito!
E não pelas datas que ocorrem todo ano,a
(duas vidas tão próximas estão além disso)
Mas pelas alegrias que virão todos os dias.

Que virão! E eu estarei com você pra vê-las chegar!

"...um amor de filho infinito"

Feliz Parabéns, Mamãe! rs.

sábado, 2 de outubro de 2010

Um carregamento inteiro de pedras.
Entulhadas,amontoadas, não existe distinção entre as geometrias.
Cada uma possui forma única, com os segredos mais profundos inscritos em suas arestas de minuta!
Mesmo assim, continuam em um monte,aglomeradas em meio a pedreira.
Cada qual com seu destino e objetivos traçados, com funções de sustentação designadas.


Um jovem rapaz sobe o monte.
Como se o Everest fosse feito de brita.
Lá do alto, grita como louco... Sem imaginar como será a descida.
Em um lapso, uma das minúsculas tantas, chama sua atenção.
A perfeição natural contida em suas microscópicas formas.

Os pensamentos vagueiam nessa hora. Uma discussão dá início:
O jovem e a simplicidade. A pedra complexa.
Todas as questões universais são abordadas em segundos, em apenas uma troca de olhares. (se é que pedra tem olho.)


O jovem, transtornado de tanta informação contida em tão pequeno pedaço, pára estupefato, o olhar preso a pedra, e está lhe desfere o último golpe:

"Arremessada ao longe, agora estava fora do monte.
Livre pra morrer do jeito que quiser."